Aqui eu ensino uma oração a Santa Catarina que é representada por OBÁ no Candomblé, na Umbanda ela não é cultuada.
Santa Catarina, Clara e Divina, vós que entrando numa cidade encontrastes mil homens, todos bravos como leões, e com uma simples palavra, amansastes o coração de todos eles.
Querida Santa Catarina, amansai o coração de (dizer o nome da pessoa que você deseja) que (dizer o nome da pessoa que você deseja) tenha olhos e não me veja, tenha boca e não me fale, tenha pernas e não me alcance, e fique paralisado como pedra, nada podendo fazer contra mim, e nada podendo fazer contra meus entes queridos.
Querida Santa Catarina, faço essa oração com muita fé em meu coração, e espero que vós possais me atender.
Fazer sempre essa reza quando sentir que o ambiente está carregado, e você, por algum motivo, não se sinta bem.
Sempre que puder, ofereça uma Ave Maria e um Pai Nosso em sinal de agradecimento a querida Santa Catarina.
Um pouco da biografia de Santa Catarina
Catarina, a penúltima da família e caçula das filhas, teve a predileção de todos e cresceu num ambiente moral puro e religioso.
Como a Providência divina tinha desígnios especiais sobre ela, desde cedo Catarina foi cumulada de favores celestes, privando com Anjos e Santos. Aos sete anos, fez voto de virgindade; aos 16, cortou sua longa cabeleira para evitar um casamento; e aos 18, recebeu o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos. Vivia, já aos 20 anos, só de pão e água. Foi agraciada com favores sobrenaturais, como o "casamento místico"; recebeu estigmas semelhantes aos de Nosso Senhor e teve uma "morte mística", durante a qual foi levada em espírito ao Inferno, ao Purgatório e ao Paraíso; teve também uma "troca mística de coração" com Nosso Senhor.
Analfabeta, aprendeu milagrosamente a ler e escrever, para poder cumprir a missão pública que Deus lhe destinava.
Dirigia um número enorme de discípulos, os caterinati, entre os quais se encontrava gente do clero, da nobreza e do povo mais miúdo. Um deles, o bem-aventurado Raimundo de Cápua, seu confessor, foi também seu primeiro biógrafo. É dele que sabemos pormenores dessa impressionante vida.
Todos os seus contemporâneos dão testemunho de seu extraordinário charme, que prevalecia ainda em meio da contínua perseguição à qual ela foi sujeita, mesmo da parte dos frades de sua própria Ordem e de suas irmãs em religião.
Santa Catarina faleceu no dia 29 de abril, aos 33 anos. É Padroeira da Itália. Sua festa comemora-se no dia 29 de abril.
Um blog para todos os Umbandistas como eu, que queiram trocar experiências, sobre essa religião maravilhosa
Para maiores informações e consultas, add o e-mail, umbandadepaijaco@hotmail.com
quarta-feira, 26 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
OBRIGAÇÕES EM UM TERREIRO DE UMBANDA
BUSCAR A ENERGIA DE FORÇA VITAL POSITIVA
Essa energia está em sua essência. Sua mediunidade deve ser um instrumento para alcançar a sabedoria interior, por meio do afloramento dos estados evolutivos do eu, seguindo um processo de crescimento espiritual de integração com as energias vibrantes magnéticas e luminosas, recebidas do plano espiritual.
Nem todos conseguem incorporar os seus guias, pois suas mentes criam bloqueios que impedem uma incorporação. Ser um médium de incorporação exige um reajustamento íntimo de tal natureza, que mentalmente é preciso se colocar numa vibração na qual tudo flua naturalmente.
MANTER A HARMONIA ENTRE SUA VIDA INTERIOR E EXTERIOR
Quando há desarmonia entre o exterior e o interior do médium, sua dor emocional pode se manifestar na sua consciência exterior, de tal modo que o médium acaba perdendo o equilíbrio psíquico, deixando vir à tona quadros mentais que destoam da mediunidade propriamente dita. Estando em desequilíbrio, naturalmente, com isso, acabará por transmitir ideias contrarias ao teor da orientação espiritual ali necessária.
NÃO PERMITIR A INTERFÊRENCIA DAS DIFICULDADES MATERIAIS
As dificuldades materiais são temporárias e, assim que o médium superá-las, recuperará seu entusiasmo e desejo de ser útil aos semelhantes. Portanto, o médium deve manter sua autoconfiança, amor próprio e autoestima, desenvolvendo as habilidades que o tornarão capaz de superar as dificuldades materiais que se apresentarem.
REVER-SE INTERNAMENTE, SEMPRE QUE NECESSÁRIO
Assumir quando precisar de amparo e de ajuda espiritual e psíquica. Enfrentar suas crises emocionais e/ou psíquicas sem sobrecarregar os circuitos espirituais. Manter pensamentos positivos, para bons efeitos. Tanto no corpo físico com no espírito. Há emoções que geram consequências drásticas e bloqueios no campo espiritual, que podem comprometer a mediunidade. O sentimento de raiva, por exemplo, drena a energia do corpo, deixando-o energeticamente anêmico. O medo, imobiliza o corpo físico, pressiona as emoções e reduz o foco do espírito. O ressentimento produz erosão energética, provocando assim a depressão de todas as funções no corpo espiritual. A culpa reduz o movimento de energia entre os órgãos e sistemas, diminuindo a capacidade física de reparar e substituir células, etc.
NÃO SENTIR CIÚME OU INVEJA DOS IRMÃOS
É preciso agradecer as oportunidades que nosso Divino Criador nos está dando para evoluirmos, de acordo com as nossas necessidades e merecimentos.
Lembrar, sempre, que somos espíritos eternos em trânsito evolutivo e que não cabe a nós conhecer ou reconhecer quem possui maior ou menor bagagem e merecimento.
CUIDAR DO SEU DOM
Dom é a manifestação superior da vida, através das vias evolucionistas dos sentidos do ser, que, se estiverem em harmonia com os princípios da Criação, fluirão naturalmente, trazendo-lhe grande satisfação. Dom não se adquire, desperta-se a partir da relação do ser consigo mesmo, com seus semelhantes e com Olorum, doador e fonte natural de todos os dons.
Essas qualidades cada um traz em si desde sua origem e também as desenvolve com sua própria evolução, nas múltiplas encarnações.
A mediunidade é um dom, é um presente recebido como forma de acelerar o processo de resgate cármico, por isso precisa ser bem cuidada e não deve ser temida. Os que temem o dom mediúnico de incorporação estão afastando de si um bem espiritual conquistado com muito esforço nas reencarnações passadas. Quando alguém desperta o seu dom, através das condutas virtuosas, é integrado na irradiação de Luz de Força do seu orixá e passa a ser um auxiliar direto da Lei Maior, um multiplicador de qualidades do seu dom, socorrendo o maior número possível de semelhantes.
RECEBER COM AMOR E CARINHO OS NOVOS MÉDIUNS
O médium é o ponto chave do ritual de Umbanda no plano material e deve ser acolhido pelos irmãos já iniciados, com atenção, carinho e respeito, pois é mais um filho de Umbanda que é “dado a Luz” e necessita de amparo e cuidados, pois ainda é frágil em sua constituição íntima e emocional.
Deve ser ajudado e orientado no seu desenvolvimento, com maturidade, lembrando, ele só conseguirá internalizar e incorporar as experiências espirituais que vivenciar em si e através de si. Não é possível aos mais velhos imporem suas experiências, mas é possível serem ótimos exemplos de religioso (a) para seus irmãos de fé.
SER DISCIPLINADO
Entende-se por disciplina o respeito à organização dos trabalhos, às normas e preceitos e o acatamento das diretrizes da sua casa e orientações do dirigente espiritual. Disciplina não é escravidão e obediência cega. É ao contrário, autodomínio e conhecimento de si mesmo.
A pessoa verdadeiramente livre escolhe as obrigações com as quais quer e pode se comprometer, sendo então responsável por sua escolha, disciplinando-se para agir de acordo e estar à altura dela. A indisciplina mostra falta de consciência e autodomínio, imaturidade e leviandade.
AUXILIAR NOS SERVIÇOS DA CASA, CERIMÔNIAS
O médium deve estar inteiramente integrado ao seu terreiro, considerando-o sua própria casa, seu lar, colaborando para que ele prospere e cresça. Deve ter consciência do que sabe e do que não sabe fazer bem e daquilo que é necessário em cada situação, ajudando no que puder.
SER ASSÍDUO
O compromisso com a corrente espiritual significa constância e frequência aos trabalhos do templo. A assiduidade e a pontualidade demonstram as qualidades nobres do médium. A constância mostra a evolução individual e um caráter firme determinado e perseverante.
Sempre que necessitar faltar, o médium deve comunicar de alguma maneira à direção da casa frequentada. Mais de três faltas seguidas só são admissíveis em casos de extrema excepcionalidade.
OBEDECER
É aprendendo a obedecer que estaremos exercitando nosso conhecimento e desenvolvendo nossa evolução. Caso o médium já desenvolvido, por alguma razão tenha trocado de Centro, deve incorporar os novos valores e suas aplicações, enriquecendo ainda mais suas práticas espirituais. Depois de aceito e integrado à nova Corrente Mediúnica e espiritual, poderá oferecer seus valores para apreciação e caso sejam aceitos, serão absolvidos e integrados naturalmente às práticas da casa que o acolheu.
TER HUMILDADE
“A modéstia a tudo favorece”, diz o ditado. É preciso ter a humildade de aceitar a existência dos Guias Espirituais e outros seres e fenômenos imperceptíveis aos nossos sentidos normais, que são bem mais limitados do que normalmente se pensa, e não criar resistência quando incorporado. Se realmente compreendeu os compromissos que assumiu, jamais será soberbo, orgulhoso, ou vaidoso, pois saberá que o médium não é um fim em si mesmo.
SER PACIENTE E TOLERANTE
Mediunidade é sinônimo de sacerdócio e trabalho espiritual é sinônimo de atuação dos espíritos santificados no respeito e fé em Olorum e no amor à humanidade. A paciência e a tolerância são virtudes importantes para que sejamos elementos de agregação da Corrente de Trabalhos Espirituais.
VIGIAR OS PENSAMENTOS EM RELAÇÃO A TUDO E A TODOS
Procurar conhecer-se e descobrir o quanto se está realmente integrado à Corrente Mediúnica que o/a acolheu e se foi realmente aceito (a) pela Corrente Espiritual que frequenta.
ZELAR PELA MEMÓRIA E TRADIÇÃO DE SUA RELIGIÃO
É fundamental que todo médium saiba o Hino da Umbanda, os cantos (pontos) para seu orixá e Guias, os cantos de abertura, defumação, chamada, sustentação, subida e encerramento.
É de extrema importância o médium acompanhar as aulas de estudos que são o alicerce, a viga mestra, que dará a sustentação e o conhecimento necessário, pois sem o conhecimento verdadeiro jamais o médium estará “pronto”
Devemos lembrar sempre que a Umbanda Sagrada tem fundamento e é preciso saber preparar.
O conhecimento, aprofundamento de estudos e esclarecimentos em geral são importantíssimos. Para que isso se realize adequadamente, é necessário que os praticantes e seguidores da Umbanda estudem em profundidade os seus fundamentos religiosos, tenham boas palavras e anulem, no seu íntimo tudo aquilo que não os engrandeça.
SUPERAR COMPORTAMENTO DA FORMAÇÃO RELIGIOSA ANTERIOR DISSONANTES COM A RELIGIÃO ATUAL.
É fundamental assumir uma postura mais afinizada com a nova condição religiosa, que é ativa e dinâmica. Não vamos ao templo só rezar, mas, também trabalhar como membro ativo de uma corrente espiritual.
LEMBRAR QUE NA UMBANDA HÁ LUGAR PARA TODOS
Todos os trabalhos realizados em uma gira ou nas demais cerimônias são de suma importância, para que as atividades transcorram de forma harmônica e equilibrada. Portanto todas as tarefas são importantes para o bom andamento dos trabalhos, havendo uma afinidade delas reservadas ao médium de Umbanda. É só terem consciência da beleza espiritual da religião que abraçaram com fé, amor e confiança.
APRENDER PARA MELHOR AJUDAR
Não adianta ter pressa. É preciso que tudo transcorra no seu devido tempo, por meio de constante aprendizado sobre as normas e os trabalhos da casa.
INTEGRAR-SE EFETIVAMENTE AO CORPO MEDIÚNICO
Essa integração deverá ocorrer com o desenvolvimento natural das faculdades mediúnicas.
NÃO SENTIR CIÚME OU INVEJA DOS IRMÃOS
É preciso agradecer as oportunidades que está recebendo do Divino Criador, de acordo com as necessidades e merecimentos. Lembrar que nem sempre o médium coroado ou recebedor de algum outro mérito é o melhor ou mais preparado, mas pode ser o que mais está necessitado daquela experiência, no momento, para evoluir.
NÃO ALIMENTAR ORGULHO
Quem se destaca como médium mais aperfeiçoado, ou cujo tempo de lapidação é mais curto que o de outrem, não se deve se orgulhar ou se envaidecer. Se galgou mais responsabilidade é porque suas forças exigem dele mais preparação para cumprir suas tarefas.
ACEITAR OS ACONTECIMENTOS COMO LIÇÕES, APRENDIZADOS
Nem sempre temos o poder de mudar os acontecimentos e as circunstâncias, mas podemos mudar nossa maneira de reagir a elas, aproveitando os acontecimentos como desafios à nossa capacidade de adaptação.
• Procurar chegar ao Terreiro no mínimo 15 minutos antes,
• Ir diretamente trocar de roupa e se preparar,
• Ir até a Trounqueira saldar os Guardiões,
• Acender a vela do Anjo da Guarda,
• Ir saldar o Congal,
• Manter-se em pensamentos elevados para firmar a corrente,
• Silêncio absoluto
• Em dias de oferendas e ou quebras, obrigatoriamente todos os médiuns devem estar presentes. (ressalto alguns casos aonde não dê mesmo para ir)
PROIBIÇÕES:
• Os Médiuns que chegarem atrasados não entraram na corrente e ficaram cambonando e dando assistência aos demais.
• Não ficar com conversas paralelas, somente as que se diz respeito à melhoria da casa.
• Todos os filhos da casa devem saber os pontos de cada Orixá e cantar com firmeza durante os trabalhos.
• Não ingerir bebidas alcoólicas nos dias de Trabalho.
• Não terem relações sexuais nos dias de Trabalho.
• Após os trabalhos todos devem ir pra casa e não podendo sair para bares e festas.
Essa energia está em sua essência. Sua mediunidade deve ser um instrumento para alcançar a sabedoria interior, por meio do afloramento dos estados evolutivos do eu, seguindo um processo de crescimento espiritual de integração com as energias vibrantes magnéticas e luminosas, recebidas do plano espiritual.
Nem todos conseguem incorporar os seus guias, pois suas mentes criam bloqueios que impedem uma incorporação. Ser um médium de incorporação exige um reajustamento íntimo de tal natureza, que mentalmente é preciso se colocar numa vibração na qual tudo flua naturalmente.
MANTER A HARMONIA ENTRE SUA VIDA INTERIOR E EXTERIOR
Quando há desarmonia entre o exterior e o interior do médium, sua dor emocional pode se manifestar na sua consciência exterior, de tal modo que o médium acaba perdendo o equilíbrio psíquico, deixando vir à tona quadros mentais que destoam da mediunidade propriamente dita. Estando em desequilíbrio, naturalmente, com isso, acabará por transmitir ideias contrarias ao teor da orientação espiritual ali necessária.
NÃO PERMITIR A INTERFÊRENCIA DAS DIFICULDADES MATERIAIS
As dificuldades materiais são temporárias e, assim que o médium superá-las, recuperará seu entusiasmo e desejo de ser útil aos semelhantes. Portanto, o médium deve manter sua autoconfiança, amor próprio e autoestima, desenvolvendo as habilidades que o tornarão capaz de superar as dificuldades materiais que se apresentarem.
REVER-SE INTERNAMENTE, SEMPRE QUE NECESSÁRIO
Assumir quando precisar de amparo e de ajuda espiritual e psíquica. Enfrentar suas crises emocionais e/ou psíquicas sem sobrecarregar os circuitos espirituais. Manter pensamentos positivos, para bons efeitos. Tanto no corpo físico com no espírito. Há emoções que geram consequências drásticas e bloqueios no campo espiritual, que podem comprometer a mediunidade. O sentimento de raiva, por exemplo, drena a energia do corpo, deixando-o energeticamente anêmico. O medo, imobiliza o corpo físico, pressiona as emoções e reduz o foco do espírito. O ressentimento produz erosão energética, provocando assim a depressão de todas as funções no corpo espiritual. A culpa reduz o movimento de energia entre os órgãos e sistemas, diminuindo a capacidade física de reparar e substituir células, etc.
NÃO SENTIR CIÚME OU INVEJA DOS IRMÃOS
É preciso agradecer as oportunidades que nosso Divino Criador nos está dando para evoluirmos, de acordo com as nossas necessidades e merecimentos.
Lembrar, sempre, que somos espíritos eternos em trânsito evolutivo e que não cabe a nós conhecer ou reconhecer quem possui maior ou menor bagagem e merecimento.
CUIDAR DO SEU DOM
Dom é a manifestação superior da vida, através das vias evolucionistas dos sentidos do ser, que, se estiverem em harmonia com os princípios da Criação, fluirão naturalmente, trazendo-lhe grande satisfação. Dom não se adquire, desperta-se a partir da relação do ser consigo mesmo, com seus semelhantes e com Olorum, doador e fonte natural de todos os dons.
Essas qualidades cada um traz em si desde sua origem e também as desenvolve com sua própria evolução, nas múltiplas encarnações.
A mediunidade é um dom, é um presente recebido como forma de acelerar o processo de resgate cármico, por isso precisa ser bem cuidada e não deve ser temida. Os que temem o dom mediúnico de incorporação estão afastando de si um bem espiritual conquistado com muito esforço nas reencarnações passadas. Quando alguém desperta o seu dom, através das condutas virtuosas, é integrado na irradiação de Luz de Força do seu orixá e passa a ser um auxiliar direto da Lei Maior, um multiplicador de qualidades do seu dom, socorrendo o maior número possível de semelhantes.
RECEBER COM AMOR E CARINHO OS NOVOS MÉDIUNS
O médium é o ponto chave do ritual de Umbanda no plano material e deve ser acolhido pelos irmãos já iniciados, com atenção, carinho e respeito, pois é mais um filho de Umbanda que é “dado a Luz” e necessita de amparo e cuidados, pois ainda é frágil em sua constituição íntima e emocional.
Deve ser ajudado e orientado no seu desenvolvimento, com maturidade, lembrando, ele só conseguirá internalizar e incorporar as experiências espirituais que vivenciar em si e através de si. Não é possível aos mais velhos imporem suas experiências, mas é possível serem ótimos exemplos de religioso (a) para seus irmãos de fé.
SER DISCIPLINADO
Entende-se por disciplina o respeito à organização dos trabalhos, às normas e preceitos e o acatamento das diretrizes da sua casa e orientações do dirigente espiritual. Disciplina não é escravidão e obediência cega. É ao contrário, autodomínio e conhecimento de si mesmo.
A pessoa verdadeiramente livre escolhe as obrigações com as quais quer e pode se comprometer, sendo então responsável por sua escolha, disciplinando-se para agir de acordo e estar à altura dela. A indisciplina mostra falta de consciência e autodomínio, imaturidade e leviandade.
AUXILIAR NOS SERVIÇOS DA CASA, CERIMÔNIAS
O médium deve estar inteiramente integrado ao seu terreiro, considerando-o sua própria casa, seu lar, colaborando para que ele prospere e cresça. Deve ter consciência do que sabe e do que não sabe fazer bem e daquilo que é necessário em cada situação, ajudando no que puder.
SER ASSÍDUO
O compromisso com a corrente espiritual significa constância e frequência aos trabalhos do templo. A assiduidade e a pontualidade demonstram as qualidades nobres do médium. A constância mostra a evolução individual e um caráter firme determinado e perseverante.
Sempre que necessitar faltar, o médium deve comunicar de alguma maneira à direção da casa frequentada. Mais de três faltas seguidas só são admissíveis em casos de extrema excepcionalidade.
OBEDECER
É aprendendo a obedecer que estaremos exercitando nosso conhecimento e desenvolvendo nossa evolução. Caso o médium já desenvolvido, por alguma razão tenha trocado de Centro, deve incorporar os novos valores e suas aplicações, enriquecendo ainda mais suas práticas espirituais. Depois de aceito e integrado à nova Corrente Mediúnica e espiritual, poderá oferecer seus valores para apreciação e caso sejam aceitos, serão absolvidos e integrados naturalmente às práticas da casa que o acolheu.
TER HUMILDADE
“A modéstia a tudo favorece”, diz o ditado. É preciso ter a humildade de aceitar a existência dos Guias Espirituais e outros seres e fenômenos imperceptíveis aos nossos sentidos normais, que são bem mais limitados do que normalmente se pensa, e não criar resistência quando incorporado. Se realmente compreendeu os compromissos que assumiu, jamais será soberbo, orgulhoso, ou vaidoso, pois saberá que o médium não é um fim em si mesmo.
SER PACIENTE E TOLERANTE
Mediunidade é sinônimo de sacerdócio e trabalho espiritual é sinônimo de atuação dos espíritos santificados no respeito e fé em Olorum e no amor à humanidade. A paciência e a tolerância são virtudes importantes para que sejamos elementos de agregação da Corrente de Trabalhos Espirituais.
VIGIAR OS PENSAMENTOS EM RELAÇÃO A TUDO E A TODOS
Procurar conhecer-se e descobrir o quanto se está realmente integrado à Corrente Mediúnica que o/a acolheu e se foi realmente aceito (a) pela Corrente Espiritual que frequenta.
ZELAR PELA MEMÓRIA E TRADIÇÃO DE SUA RELIGIÃO
É fundamental que todo médium saiba o Hino da Umbanda, os cantos (pontos) para seu orixá e Guias, os cantos de abertura, defumação, chamada, sustentação, subida e encerramento.
É de extrema importância o médium acompanhar as aulas de estudos que são o alicerce, a viga mestra, que dará a sustentação e o conhecimento necessário, pois sem o conhecimento verdadeiro jamais o médium estará “pronto”
Devemos lembrar sempre que a Umbanda Sagrada tem fundamento e é preciso saber preparar.
O conhecimento, aprofundamento de estudos e esclarecimentos em geral são importantíssimos. Para que isso se realize adequadamente, é necessário que os praticantes e seguidores da Umbanda estudem em profundidade os seus fundamentos religiosos, tenham boas palavras e anulem, no seu íntimo tudo aquilo que não os engrandeça.
SUPERAR COMPORTAMENTO DA FORMAÇÃO RELIGIOSA ANTERIOR DISSONANTES COM A RELIGIÃO ATUAL.
É fundamental assumir uma postura mais afinizada com a nova condição religiosa, que é ativa e dinâmica. Não vamos ao templo só rezar, mas, também trabalhar como membro ativo de uma corrente espiritual.
LEMBRAR QUE NA UMBANDA HÁ LUGAR PARA TODOS
Todos os trabalhos realizados em uma gira ou nas demais cerimônias são de suma importância, para que as atividades transcorram de forma harmônica e equilibrada. Portanto todas as tarefas são importantes para o bom andamento dos trabalhos, havendo uma afinidade delas reservadas ao médium de Umbanda. É só terem consciência da beleza espiritual da religião que abraçaram com fé, amor e confiança.
APRENDER PARA MELHOR AJUDAR
Não adianta ter pressa. É preciso que tudo transcorra no seu devido tempo, por meio de constante aprendizado sobre as normas e os trabalhos da casa.
INTEGRAR-SE EFETIVAMENTE AO CORPO MEDIÚNICO
Essa integração deverá ocorrer com o desenvolvimento natural das faculdades mediúnicas.
NÃO SENTIR CIÚME OU INVEJA DOS IRMÃOS
É preciso agradecer as oportunidades que está recebendo do Divino Criador, de acordo com as necessidades e merecimentos. Lembrar que nem sempre o médium coroado ou recebedor de algum outro mérito é o melhor ou mais preparado, mas pode ser o que mais está necessitado daquela experiência, no momento, para evoluir.
NÃO ALIMENTAR ORGULHO
Quem se destaca como médium mais aperfeiçoado, ou cujo tempo de lapidação é mais curto que o de outrem, não se deve se orgulhar ou se envaidecer. Se galgou mais responsabilidade é porque suas forças exigem dele mais preparação para cumprir suas tarefas.
ACEITAR OS ACONTECIMENTOS COMO LIÇÕES, APRENDIZADOS
Nem sempre temos o poder de mudar os acontecimentos e as circunstâncias, mas podemos mudar nossa maneira de reagir a elas, aproveitando os acontecimentos como desafios à nossa capacidade de adaptação.
• Procurar chegar ao Terreiro no mínimo 15 minutos antes,
• Ir diretamente trocar de roupa e se preparar,
• Ir até a Trounqueira saldar os Guardiões,
• Acender a vela do Anjo da Guarda,
• Ir saldar o Congal,
• Manter-se em pensamentos elevados para firmar a corrente,
• Silêncio absoluto
• Em dias de oferendas e ou quebras, obrigatoriamente todos os médiuns devem estar presentes. (ressalto alguns casos aonde não dê mesmo para ir)
PROIBIÇÕES:
• Os Médiuns que chegarem atrasados não entraram na corrente e ficaram cambonando e dando assistência aos demais.
• Não ficar com conversas paralelas, somente as que se diz respeito à melhoria da casa.
• Todos os filhos da casa devem saber os pontos de cada Orixá e cantar com firmeza durante os trabalhos.
• Não ingerir bebidas alcoólicas nos dias de Trabalho.
• Não terem relações sexuais nos dias de Trabalho.
• Após os trabalhos todos devem ir pra casa e não podendo sair para bares e festas.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
SAL GROSSO PARA LIMPEZA DE AMBIENTE
Se você quer limpar a energia ruim de um ambiente rapidamente, coloque um punhado de sal grosso em um pirex e deixe no comodo da casa que necessite da limpeza ou coloque um em cada comodo! Deixe o sal por ali por algumas horas, ou no máximo por 24 h, passando este tempo, deposite este sal no vaso sanitário puxando a descarga ou jogue em água corrente e limpa. A água da privada vai direto para o fundo da terra e logo para o mar. Jamais jogue sal sobre a terra, o sal mata vegetações e não deixa nada crescer.
Obs.: Não deixe o sal parado como parte da decoração, pois poderá criar uma concentração de energias negativas ruim para o ambiente.
Obs.: Não deixe o sal parado como parte da decoração, pois poderá criar uma concentração de energias negativas ruim para o ambiente.
terça-feira, 11 de junho de 2013
PARA QUE USAMOS A ARRUDA
É uma das ervas mais poderosas para combater a inveja.
As referências da arruda como erva protetora são encontradas em culturas muito antigas. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época da colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de entusiasmo e de prosperidade.
É uma planta excelente contra más vibrações. Deverá ser colocada na porta de entrada, do lado de fora. É forte, bonita e perfumada. Protege a casa contra a inveja e os maus espíritos. Atenua os estados de angústia e depressão. Deve evitar-se o seu cultivo dentro de casa. Apesar de ser considerada como uma espécie de proteção, o seu formato de lança sugere um clima de batalha e pode estimular a discórdia.
Ter sempre um galho de arruda junto do corpo retêm as energias negativas. Não deve ser ingerida. Seus poderes são contra as “más vibrações”, afasta o mau-olhado e a inveja, pode se fazer chás para questões de limpeza energética.
O vaso de arruda pode apanhar sol direto por algumas horas ou luz indireta e intensa o dia todo.
As referências da arruda como erva protetora são encontradas em culturas muito antigas. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época da colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de entusiasmo e de prosperidade.
É uma planta excelente contra más vibrações. Deverá ser colocada na porta de entrada, do lado de fora. É forte, bonita e perfumada. Protege a casa contra a inveja e os maus espíritos. Atenua os estados de angústia e depressão. Deve evitar-se o seu cultivo dentro de casa. Apesar de ser considerada como uma espécie de proteção, o seu formato de lança sugere um clima de batalha e pode estimular a discórdia.
Ter sempre um galho de arruda junto do corpo retêm as energias negativas. Não deve ser ingerida. Seus poderes são contra as “más vibrações”, afasta o mau-olhado e a inveja, pode se fazer chás para questões de limpeza energética.
O vaso de arruda pode apanhar sol direto por algumas horas ou luz indireta e intensa o dia todo.
domingo, 9 de junho de 2013
MÉDIUM CONSCIENTE
É preciso ter consciência de que a mediunidade não limita o ser nem escraviza ninguém, apenas exige do médium uma conduta de acordo com o que esperam os espíritos que atuam no plano material através dele, para socorrer os encarnados.
O médium de Umbanda deve entender que é um “templo vivo”, no qual se manifestam os sagrados orixás e seus irmãos em espírito, para melhor cumprirem suas missões, junto aos irmãos encarnados.
O médium deve assimilar a inovação que seu campo biopsíquico-espiritual está recebendo, sem criar confusões, para que não ocorram consequências desastrosas em sua vida e na vida daqueles que necessitam da orientação de seus guias.
Deve entender que como “templo vivo” foi ungido para as práticas religiosas e precisa cumprir suas funções e realizá-las.
Médium consciente:- O médium consciente faz a captação da mensagem da entidade e a decodifica, telepaticamente. O médium recebe e transmite segundo sua compreensão psíquica, varia de acordo com o equilíbrio ou desequilíbrio de sua personalidade. É preciso deixar que o Guia conduza as consultas. Não interferir nem julgar os problemas dos consulentes, nem absorve-los para si.
O médium de Umbanda deve entender que é um “templo vivo”, no qual se manifestam os sagrados orixás e seus irmãos em espírito, para melhor cumprirem suas missões, junto aos irmãos encarnados.
O médium deve assimilar a inovação que seu campo biopsíquico-espiritual está recebendo, sem criar confusões, para que não ocorram consequências desastrosas em sua vida e na vida daqueles que necessitam da orientação de seus guias.
Deve entender que como “templo vivo” foi ungido para as práticas religiosas e precisa cumprir suas funções e realizá-las.
Médium consciente:- O médium consciente faz a captação da mensagem da entidade e a decodifica, telepaticamente. O médium recebe e transmite segundo sua compreensão psíquica, varia de acordo com o equilíbrio ou desequilíbrio de sua personalidade. É preciso deixar que o Guia conduza as consultas. Não interferir nem julgar os problemas dos consulentes, nem absorve-los para si.
sábado, 18 de maio de 2013
UMBANDA - HOSPITAL DA ALMA
É assim que a Umbanda deve ser vista, considerada e reconhecida por todos como um "Pronto Socorro espiritual e de utilidade pública...".
A Umbanda como religião, inicialmente, quando veio a mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque a Umbanda é uma religião?
_ Porque se baseia em credo; ela crê que o espírito, sobreviva à matéria e isso, aliás, é um ponto filosófico, pertinente a muitas outras manifestações religiosas, quer ocidentais, quer orientais; ela crê na lei Kármica, não na lei do Karma ( fundamento Hinduísta, de que há um Deus que cobra do espírito encarnado os erros de outras encanações.). Nós Umbandistas não cremos nesta cobrança por Deus, porque pagamos erros que cometemos através do nosso livre arbítrio. E devido a isto, no momento em que cometemos estes erros, ferimos uma lei universal - a lei do retorno contraindo neste momento uma dívida. A lei do retorno quer dizer que toda ação tem uma reação contrária no mesmo sentido, com o mesmo volume. Então na reação do espírito encarnado, cuja presença da cobrança independe de qualquer outro fato, a não ser a nossa própria vontade, é que abrimos um canal pelo nosso próprio erro, pela nossa falha, pela nossa omissão, estando num plano muito mais baixo de Deus, um criador, uma força divina.
Cremos também na reencarnação. A reencarnação no ocidente veio até os tempos modernos ou contemporâneos, através mais do Kardecismo (doutrina espírita, codificada por Allan Kardec, cujo nome verdadeiro é Hyppolyte Léon Denizard Rivail, de nacionalidade Francesa) do que qualquer outra manifestação religiosa. Não é uma crença Kardecista porque alguns milênios antes de nosso mestre Jesus aparecer, já existia o reencarnacionismo, inclusive altamente cultuado em dois pontos do planeta: Alto Egito e na Mesopotânia.
A Umbanda surgida deste movimento que ultrapassou a condição de culto para uma religião, agora deve ser considerada também, como "Hospital das Almas" - a prática da caridade, no sentido do amor fraterno em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja sua raça, seu credo e sua condição social. Não podendo haver ambiciosos, vaidosos, mistificadores, pois estes, mais cedo ou mais tarde, serão afastados da Umbanda pelos espíritos de Luz.
A prática do bem, somente o bem seguindo a ordem de que fora da caridade não há salvação. Nós atendemos as criaturas que são portadoras de desequilíbrios, pessoas desanimadas, desorientadas, propensas ao suicídio, traumatizadas. Pessoas que chegam a vida humana portadoras de anomalias que a medicina e a ciência convencional não explicam. Outras que chegam as nossas portas pela curiosidade de falar com um "Espírito", tirar uma consulta, como por exemplo, para saber sobre o futuro, resolver seus problemas, os mais variados possíveis nunca pensando em que: "Melhorar de vida não é melhorar A vida".
Pensam os inconscientes que é só dirigir-se a uma Entidade, pedir e conseguir aquilo que deseja? Puro engano. Quando a Umbanda é praticada em sã consciência e o médium é íntegro na sua missão de ser o intermediário entre um Guia, nada pode temer. Caso contrário, suas manifestações mediúnicas não passarão de chantagens e puras mistificações, aí sim, mais cedo ou mais tarde, receberão o castigo merecido.
O Umbandismo veio para orientar, doutrinar, desenvolver e explicar que a mediunidade uma faculdade, é um desequilíbrio que marca até organicamente a pessoa. Para atender e dar aquela assistência espiritual aos necessitados, desamparados, sofridos e carentes de um alívio e até uma possível cura dos seus males físicos, espirituais e sociais.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
OS CABOCLOS NA LIÇÃO DE PAI JOÃO
PAI JOÃO: - Pois é, meu filho, mas como você veio em busca de conhecimento, Pai João gosta muito disso e aproveita para falar a respeito dessas e de outras coisas importantes. É preciso formar uma ideia mais ampla sobre a diversidade de espíritos que trabalham em nosso planeta.
Examine, por exemplo, o caso dos caboclos. As entidades espirituais que se manifestam tanto em seus médiuns quanto no plano astral com a vestimenta de caboclo não foram obrigatoriamente índios ou selvagens em sua última encarnação. Muito pelo contrário.
Grande número de espíritos que adotam a característica de caboclo tiveram seu caráter firme forjado em templos do passado, principalmente entre as civilizações incas e astecas, entre outras. Tal como ocorre com os pais-velhos, possuem íntima ligação com certas energias da natureza, tanto quanto com a cultura da qual procedem. Em virtude desse fato, preferem estampar a imagem de um índio, de um sertanejo ou de um bandeirante em sua vestimenta espiritual, em sua aparência. Daí se pode entender porque alguns caboclos são recrutados para trabalhar ao lado de grandes luminares da espiritualidade, que foram sábios em sua última existência. Além de tudo isso, a forma astral do caboclo também traz um simbolismo. Representa a jovialidade, energia, destemor e valentia, bem como capacidade de transformação e progresso. É a representação do jovem guerreiro, daquele que tem a característica de mudar o panorama, de enfrentar os desafios da existência e modificar as situações menos favoráveis em outras mais nobres.
- Então os caboclos também foram iniciados em outras civilizações, como os pais-velhos?
PAI JOÃO: - Não se pode generalizar, meu filho. Especialmente se considerarmos que, na umbanda e em certos cultos de transição, observa-se uma variedade de seres Espirituais a que muitos dão o nome de caboclos.
Antes de continuar com as explicações, é preciso dizer que este pai-velho está lhe dando apenas um ponto de vista a respeito da variedade de manifestações. O que estou lhe falando não é consenso nem mesmo entre os representantes da umbanda. No entanto, é sob esse ponto de vista que nego-velho quer conduzir seu olhar.
Assim sendo, dentro da variedade a que me referi, temos os chamados caboclos índios. Eles integram imensa legião de trabalhadores, guardiões, baluartes da lei e da ordem, combatentes que são das falanges do mal. Como verdadeiros caças, saem pelo umbral afora em tarefas de defesa e disciplina, temidos que são por muitos espíritos das trevas.
Na umbanda e em outras expressões de espiritualidade, são comuns outros tipos, tais como os boiadeiros. Especialistas em desobsessões coletivas e individuais, investem contra as bases das sombras e destroem as fortalezas do astral inferior. Dotados de grande magnetismo, são respeitados e temidos pelas entidades do mal, sobretudo pelos marginais ou quiumbas, tão comuns em ambientes que oferecem grande perigo aos encarnados.
Após breve intervalo, para que o interlocutor pudesse assimilar o que dizia, Pai João prosseguiu:
- Como já lhe disse, nego-velho está dando uma explicação baseada não na teologia umbandista, mas na realidade cultural mais próxima da que você está habituado, meu filho. Certamente encontrará outros pontos de vista sobre esse assunto entre os representantes da umbanda e do candomblé. Porém nego-velho, neste momento, não tem por objetivo religião e doutrina, mas a descrição da realidade espiritual que transcende as interpretações religiosas.
- Entendo, meu pai. Se julgar apropriado conceder mais informações, estou aberto a ouvir e estudar.
- Pois bem, meu filho, - retomou Pai João calmamente. – Ainda sobre a forma espiritual adotada por alguns espíritos, alguns caboclos adotam não a forma de índios, mas do marinheiro. De alguém que viveu junto às águas, ao mar, portanto trabalhando com emoções, inclusive por ter vivenciado os tremendos desafios que envolvem a navegação: desde tormentas e fenômenos climáticos até a solidão dos meses e anos singrando pelos mares, longe da família e dos seus. Na umbanda, bem como em alguns candomblés que recebem sua influência, chama-se frequentemente de marinheiro aquele espírito que lidera falanges acostumadas a lidar com o sentimento e as emoções e que atuam no contato com o elemento água – que remete à suavidade e ao amor e auxilia na libertação de vinculações magnéticas. Quando se pretende fazer uma limpeza energética com suavidade, o elemento água é o mais indicado, liberando fortes emoções que anuviam a visão espiritual dos filhos. É lógico concluir que quem teve experiência reencarnatórias junto ao elemento água pode ser bastante eficaz nessa tarefa.
Era muita informação para aquele homem reservado, que não queria se expor perante os presentes. Era ele um representante do espiritismo e, por essa razão, não desejava, ao menos até aquele momento, ser identificado numa tenda onde a manifestação mediúnica ocorria segundo parâmetros diferentes daqueles com os quais se familiarizava.
Entendo isso o preto-velho vez ou outra dava um tempo para ele refletir e depois de um suspiro, uma pausa, continuava.
- Os chamados quimbandeiros constituem outra espécie de caboclo. Sua especialidade é enfrentar os magos negros e seus dirigidos nos campos de batalha do umbral e da subcrosta. Gostam de estar à frente das demandas que ocorrem na esfera astral, muitas vezes nem sequer percebidas pelos médiuns. Como se fossem generais guerreiros, trabalham para a defesa, porém com ênfase em limitar e cercear a ação das trevas, o que muitas vezes, os leva a afirmar que transitam entre o bem e o mal. Além, é claro, do fato de que conhecem em profundidade as artimanhas dos seres da escuridão.
Não há dúvida, meu filho, de que nego-velho está procurando usar a linguagem mais espírita possível para que possa entender os diversos perfis e especialidades daqueles seres que trabalham na vibração da umbanda, em suas variadas manifestações e interpretações. Por estarem ligadas à vibração e à atmosfera cultural (e não a rótulos religiosos), essas mesmas entidades também militam nos centros espíritas, caso encontrem abertura dos médiuns e dirigentes. Ainda que, em certas ocasiões, optemos por nos apresentar em outra roupagem fluídica, conforme seja conveniente ao trabalho e tenhamos condições para tal.
Texto extraído do livro “Corpo Fechado”, Robson Pinheiro, espírito W. VoltzVer
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