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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

OFERENDAS AOS CABOCLOS

As oferendas aos caboclos devem ser feitas em matas, beiras de rios e cachoeiras. Dia 20 de janeiro é dia dos Caboclos na Umbanda, aproveite para agradecer a eles por tudo que eles tem feito a você, e pedir proteção para esse ano que se inicia. Boa Sorte a todos nós.

Oferenda aos caboclos 1:

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 folhas de louro
7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto

Modo de preparo:
Passe as frutas, as moedas e as folhas de louro simbolicamente por seu corpo de baixo para cima pedindo aos caboclos que abram seus caminhos, afastando tudo que possa atrapalhar sua vida. Peça que os caboclos cortem demandas, pragas, maldições, olho gordo, inveja e o quebranto. Coloque as frutas no alguidar e enfeite com as moedas e as folhas de louro, regue tudo com um pouco de vinho. Coloque o copo ao lado enchendo com vinho. Acenda as velas ao redor, tomando cuidado para não por fogo na oferenda, acenda o charuto dando três baforadas, chamando pelos caboclos (ou por seu caboclo de preferência) coloque sobre o alguidar. Saudando os caboclos 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.


Oferenda aos caboclos 2:

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 espigas de milhos cozidos
7 pedaços de mandioca cozidas
3 batatas doces cozidas
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
7 ramos de folhas de louro
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 espigas de trigo secas
7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto

Modo de preparo:
Forre o alguidar com as folhas de louro. Passe as espigas de milho e as frutas simbolicamente em seu corpo de baixo para cima, fazendo seus pedidos. Coloque no alguidar de forma harmônica. Faça o mesmo com a mandioca, a batata doce e a cana de açúcar. Enfeite com as moedas e regue tudo com o vinho licoroso. Coloque o copo cheio de vinho ao lado do alguidar. Acenda o charuto e coloque sobre o alguidar, as velas coloque ao redor. Saudando os caboclos faça seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo Pena Branca:

Material
1 alguidar
7 peras d’água
1 melão cortado em 7 pedaços
1 cacho de uvas verdes
7 velas metade branca metade verde
7 rosas brancas
Vinho licoroso claro e doce
1 cocar de penas brancas (opcional)

Modo de preparo:
Coloque o melão cortado em 7 pedaços no centro do alguidar, com o cacho de uvas no centro, disponha as peras ao redor. Enfeite com as rosas brancas e regue com o vinho licoroso. Passe o alguidar simbolicamente em seu corpo de baixo para cima pedindo ao Caboclo Pena Branca o que desejar. Coloque o alguidar no chão, acenda as velas ao redor. Coloque o cocar sobre o alguidar. Saudando o Caboclo Pena Branca 7 vezes, fazendo seus pedidos e orações.


Oferenda ao Caboclo Sete Flechas:

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 galhos de folhas de louro
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
1 arco e 7 flechas
7 velas verdes
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso doce

Modo de preparo:
Passe as frutas e os pedaços de cana simbolicamente por seu corpo de baixo para cima, fazendo seus pedidos ao Caboclo Sete Flechas e coloque no alguidar. Coloque o peixe no meio do alguidar enfeitando com as folhas de louro e as moedas. Regue tudo com o vinho licoroso. Coloque no arco sobre o alguidar com uma das flechas. Disponha as outras seis flechas em volta com as pontas para cima presa a ele. Acenda as velas ao redor saudando o Caboclo Sete Flechas sete vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda a Cabocla Jurema:

Material
1 alguidar
1 maço de flores do campo
7 galhos de folhas de louro
3 maças vermelhas
3 peras
3 pêssegos
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
3 espigas de milho cozidos
3 batatas doces cozidas
7 velas verdes
1 cocar de penas (opcional)
1 arco e flecha (opcional)
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso

Modo de preparo:
Forre o alguidar com os ramos de louro. Coloque as frutas, as espigas de milho, as batas e o peixe no canto. Enfeite com as moedas e as flores. Regue tudo com o vinho licoroso. Acenda as velas ao redor colocando o cocar e o arco e flecha sobre o alguidar. Saudando a Cabocla Jurema 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.


Oferenda ao Caboclo Flecheiro:

Material
1 alguidar
Folhas de samambaia
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 pedaços de mandioca cozida
7 batatas doces cozidas
7 carás pequenos cozidos
1 copo de barro
Vinho licoroso
7 velas verdes
1 arco e flecha

Modo de preparo:
Forre o alguidar com as samambaias colocando por cima as frutas, a mandioca, a batata e o cará. Regue com bastante vinho licoroso e enfeite com as moedas. Passe o alguidar simbolicamente em seu corpo de baixo para cima fazendo seus pedidos ao Caboclo Flecheiro. Coloque o alguidar próximo a uma árvore frondosa. Acenda as velas ao redor tomando cuidado para não por fogo na mata. Pegue o arco e flecha e atire em direção à mata, chamando pelo Caboclo Flecheiro. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos Caboclos 3:

Material
1 abóbora tipo moranga
3 maças vermelhas
3 peras
3 bananas
1 cacho de uvas
1 pêssego
3 laranjas lima
3 colheres de sopa de mel
Vinho licoroso
7 espigas de milho verde cozidas
7 moedas correntes ( lavadas e secas )
7 folhas de louro verde
7 velas verdes
1 alguidar

Modo de preparo:
Abra a parte de cima da abóbora e retire as sementes. Coloque a abóbora em uma panela com água deixando ferver por 10 minutos. Retire a abóbora e deixe esfriar. Pique as frutas em cubos misturando com mel. Coloque-os dentro da abóbora. Coloque por cima as 7 espigas de milho cozidas espetadas sobre as frutas. Enfeite com o louro e as moedas. Regue com bastante vinho licoroso. Coloque a moranga no alguidar. Acenda as velas ao redor, saudando os caboclos. Faça seus pedidos e orações.

sábado, 12 de janeiro de 2013

20 DE JANEIRO, DIA DE OXÓSSI - E DOS CABOCLOS NA UMBANDA

Caboclos são todos os espíritos de uma certa hierarquia que vibram na mesma energia da lei de Umbanda. Para ser caboclo não é necessário que o espírito já tenha sido em alguma reencarnação um índio, é necessário sim que ele se identifique com as leis de Umbanda, que são 1-Caridade, 2- Simplicidade ou Humildade, 3- Senso de dever, 4- Lealdade, 5- Honra. Conforme dito a cima, nem todos os caboclos vem de origem indígena mas muitos que ainda militam na ceara umbandista já foram índios e necessitam trabalhar pelo seu progresso e pelo progresso de seu próximo e infelizmente são tidos como atrasados em algumas religiões, e em outras não encontram campo de ação, pois os cultos já estão muito distorcidos da prática do bem. E assim sendo só encontram na sagrada Umbanda uma porta aberta ao trabalho dentro das normas do Mestre Jesus. A influência indígena na Umbanda é clara, o que não impede que outros espíritos nela trabalhem, e é o que tem acontecido ultimamente, muitos espíritos que ocuparam lugar de destaque na sociedade terrena, hoje encontram-se como caboclos ou preto-velhos na humildade e na força que a Umbanda exige de seus integrantes. Observa-se também que caboclo é uma nomenclatura usada para se referir a ligação com a natureza que são as forças mantedoras da vida, Ex: Caboclo Beira-Mar, que traz como força maior as águas ou Caboclo Sete Pedreiras que traz como força o mineral e assim por diante nos vários nomes que identificam seu campo de ação.
Como sabemos a Umbanda é a única religião genuinamente Brasileira iniciada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, que ficou se sabendo através de um médium Kardecista que o mesmo havia sido um padre Jesuíta em sua encarnação anterior, e ao ser inquerido deu o seu nome, que era Padre Gabriel Malagrida e seus feitos como servo de Deus. Muitos espíritos que trabalham ainda hoje na Umbanda já foram índios e se orgulham de o terem sido, pois o índio representa a natureza, o modo simples de viver, também representa a força e astúcia . Engana-se quem vê nos índios seres atrasados, pois a alguns séculos atrás haviam índios de uma grande inteligência, tais como os Mais, Incas e Astecas que em nada lembravam a ignorância e sim a inteligência.
Atrasados foram os homens brancos ( europeus) que os dizimaram com o pretexto de que eram selvagens e sem alma, de olho nas suas riquezas e terras.
Se a alguns séculos atrás estes espíritos que participavam da família indígena já eram adiantados, o que se dirá hoje depois de muitas reencarnações e trabalho em prol da Umbanda. Portanto engana-se quem acha que a Umbanda é feita por espíritos atrasados.
Nas falanges de Umbanda militam variados graus de espíritos como na sociedade terrena; Espíritos que já foram diplomados na terra e também espíritos simples, o importante na Umbanda não são os títulos que tenham adquirido nas faculdades terrenas já que no plano espiritual também há faculdades, o importante é que esses espíritos tenham amor no coração e acima de tudo fé em Deus, disciplina e honra também são essenciais para pertencer as falanges de Umbanda, e é através destes quesitos que se pode praticar a fraternidade aos irmãos necessitados. Como pode alguém chamar estes espíritos de atrasados, espíritos que se dedicam a proteger e amparar os irmãos da Terra que em sua grande maioria provocam os seus próprios padecimentos, estes sim é que são atrasados que não reconhecem o amor, fé, disciplina e honra. Caboclo são os nossos “pais”, guias espirituais os nossos anjos da guarda, que nos assistem nos dando conselhos, nos fluidificando e nos amparando para que o mal não nos prejudique a jornada de aprendizado na terra. São os nossos professores e mestres na escola do Mundo, em fim são as mãos de Deus que amparam os filhos retardatários na jornada evolutiva.
Dia 20 de janeiro é comemorado o dia de Oxóssi no Candomblé, na Umbanda dia dos Caboclos e no Catolicismo dia de São Sebastião.
Agradeço a todos os Caboclos em especial Caboclo Pena Branca, que me ajuda em todos os momentos da minha vida, nos bons com seus sábios conselhos, nos ruins com sua força, e sabedoria para quebrar as demandas que a mim são mandadas por pessoas pouco evoluídas. Agradeço a vós seus Pena Branca por estar ao meu lado sempre.
Saravá aos Caboclos!!!!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO

Num cantinho de um terreiro , sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um preto-velho chorava..
De "seus olhos" molhados, estranhas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porquê, contei-as ... Foram sete.
Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei.
- Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?
E ele, suavemente respondeu:
- Estás vendo esta multidão que entra e sai?
As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.
- A Primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vêm em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
- A Segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.
- A Terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de
vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.
- A Quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma, força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.
- A Quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio na UMBANDA, nos teus pretos-velhos, nos caboclos e no teu Zâmbi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.
- A Sexta, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
- A Sétima, filho, notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos "Olhos" de todos os Orixás. Fiz doação dessas aos Médiuns vaidosos(as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam às doutrinas, esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma.

POR QUE TIRAR O SAPATO NA HORA DE ENTRAR NO TERREIRO?

Nós, umbandistas, consideramos o terreiro e congá, um lugar imantado, Sagrado, onde
foram fixadas certas forças ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forças ou ordens superiores dos Orixás, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele para movimentação e renovação permanente do Axé - força mantenedora da corrente mediúnica.
Tudo isto objetivando "facilitarmos" a descida vibratória dos Guias espirituais e haver o intercâmbio em uma egrégora elevada, propiciatória para a ligação fluídica com os médiuns.
Assim, é de obrigação de todos tirar o calçado, visto este objeto ser "anti-higiênico", pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por estarmos em ligação com certas encruzilhadas de rua que passamos, sabendo-se que estes locais são escoadouro natural das vibrações negativas, densas e altamente materializadas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ORIXÁS

Orixás são divindades.
Fagulhas de um sagrado que mistura o entendimento humano, nossa capacidade de
entendimento de tais seres, com a força emanada por eles que nos dão sustento.
Principalmente nos piores momentos de nossas vidas.
Orixás são vida.
Uma chama tranqüila de vida que nos desperta para uma outra consciência, em que não existe bem nem mau, mas um significado para todos os nossos atos e ações.
Fazendo com que saibamos que eles estão lá, em um lugar qualquer, nos orientando, nos
guiando, nos enriquecendo de sabedoria.
Porém, não são responsáveis pelos nossos erros, nossas escolhas ruins, nossos infortúnios, nossas quedas, nossa ignorância, pois Eles avisam, alertam, orientam ...
Mas é nossa a vida e são nossas as escolhas.
Orixás são caminhos.
Que deveríamos seguir, mas acabamos desviando, tentando atalhos, uma maneira melhor e mais rápida ... Daí voltamos, e eles estão lá nos esperando. Sempre de braços abertos, mesmo que nos sacudam e nos dêem broncas, estão lá, aguardando por nós.
Orixás são temperança.
Têm vontade própria, caráter, glória, perseverança, bondade, carisma ...
Todas as características humanas, pois somente assim poderíamos definí-los; somente assim, poderíamos descrevê-los; somente assim, eles poderiam se revelar diante de nós.
Como um espelho onde é refletida a nossa imagem, mas que tem sua própria têmpera e brilho, os quais não podemos ver com os nossos frágeis olhos, porém, sabemos que Eles estão alí, pois a força que vem do olhar do reflexo é algo a mais que não enxergamos, mas que podemos apenas sentir. Vemos, mas não enxergamos, apenas sentimos.
Orixás são idealizações.
Onde eles se colocam tudo do que há bom, e onde não conseguimos alcançar esse bom.
Ao contrário, só sabemos pedir, arriar, oferecer, obrigações materiais, onde não vemos o retorno útil, pois somos egoístas demais, ignorantes demais, brutos demais e muitos não sentem o retorno daquilo que é oferecido e revertido em nossas vidas. A transmutação da matéria ofertada em energia geradora de uma construção interior que poucos ainda conseguem entender e utilizála em suas vidas.
Orixás são luta.
Luta pela vida, por viver, por continuar, por existir, pela família, pelos amigos, pela tribo, pela glória de ser humano ... Ser especial da criação, que luta desde o ventre e continua lutando, não se deixando subjulgar nem se derrotar pelo mau do sofrimento, do egoísmo, da ganância, do soberba, da exploração do homem pelo próprio homem.
Orixás são amor.
Amor de mães, de pais, de fraternidade, de dividir a comida, compartilhar as responsabilidades, do ensinar as gerações futuras para que se possa preservar uma crença, os ritos, a doutrina, a fé.
Orixás são comunhão.
Entre Deus (Olorun ou Zamby) e os homens, nas pessoas das entidades. Dos pretos-velhos, dos caboclos, dos exus e pombogiras, dos boiadeiros, dos baianos, das crianças, dos marinheiros, dos ciganos, de tantos e tantos outros que se dispuseram a retornar para, munidos com a força de seus Orixás, orientar e guiar os homens no mundo da Terra, trocando o sofrimento pela alegria; a dor pelo alívio; a discriminação e o preconceito, pela liberdade e pelo respeito; a inveja pelo dividir e compartilhar; a ignorância pela consciência da humildade do conhecimento de ensinar e aprender ...

Orixás são a minha vida e sem eles eu não sou nada, eu não existo.

sábado, 27 de outubro de 2012

E-MAIL PARA CONTATO

umbandadepaijaco@hotmail.com

A UMBANDA TEM DOUTRINA?

Toda Religião tem sua doutrina. Com a Umbanda não poderia ser diferente. Ela é uma
doutrina de amor. Como uma religião cristã tem em sua essência os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo pautados na máxima: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O umbandista deve se esforçar para praticar esse ensinamento, pois só assim os preconceitos e as diferenças cairão por terra.
Toda Religião tem por finalidade maior auxiliar o homem em sua evolução – enquanto
Espírito imortal que é – incentivando-o a analisar os fatos de sua vida cotidiana, os seus pendores, instintos, dissabores, alegrias, aptidões, decepções, fatores limitadores alheios à sua vontade e os fatores que permitam seu crescimento interior no campo moral, intelectual, social e cultural dentro do contexto no qual o homem está inserido.
A Umbanda em solo brasileiro nasceu para reformular conceitos, culturas e valores
arraigados desde milênios no coração dos homens e distorcidos por estes em nome do
egoísmo, ódio, ganância e vaidade.
A Umbanda é a Religião para os que desejam aprender a ser simples; para os que
desejam trabalhar com humildade; para os que não estão interessados em valorizar rótulos ou títulos que não tenham sido conseguidos pelos filhos que nela militam através do esforço próprio, da renúncia aos fatores transitórios do terra-a-terra e da compreensão da responsabilidade de ser umbandista, de estar em uma casa de Umbanda, entendendo assim o porquê da hierarquia sacerdotal.
A Umbanda é para os que colocam os pés no chão sem se envergonharem buscando
aprender com isso que devem ter os pés no chão procurando fazer a parte que lhe cabe dentro da harmonia e da vibratória do seu Terreiro, não esperando e nem repassando para as Entidades o que é de sua alçada dentro do compromisso que abraçou.
A Umbanda é para os que entendem que o vestir branco é um convite a interiorização
dessa cor, procurando manter a alma em paz e disposta a servir sempre, embora que na
grande maioria das vezes não seja compreendida.
Quando lhe perguntarem se a Umbanda tem Doutrina não responda com
palavras como quem vai rebater a uma ofensa mais sim através dos atos por tudo quanto você já aprendeu dentro da Umbanda e o quanto ela é importante na sua vida. Lembre-se quem pergunta geralmente é porque não conhece o que está perguntando ou porque viu de forma equivocada.
Se na sua caminhada você recebeu também o convite da Umbanda analise-o com bastante carinho; Se de alguma forma esse convite preencher ao seu anseio d’alma não tenha medo siga adiante e coloque-se à disposição dessa Corrente Astral para que através dela você possa prestar a caridade, dando de graça o que de graça recebeu.